Consórcio de imóvel

Consórcio ou financiamento imobiliário: qual sai mais barato?

Essa é a dúvida que mais aparece antes de comprar um imóvel no Brasil. As duas opções entregam a casa, mas o preço que você paga por isso é radicalmente diferente. Veja os números por trás de cada modelo.

O que você paga em um financiamento habitacional

No financiamento, além do valor do imóvel, entram juros compostos sobre o saldo devedor, seguros obrigatórios (MIP e DFI), tarifa de administração e uma entrada que costuma variar de 20% a 30%. Em contratos de 25 a 30 anos, o total desembolsado com frequência chega a duas ou três vezes o valor do imóvel comprado.

O que você paga em um consórcio imobiliário

No consórcio não existe juros. O custo é a taxa de administração, diluída em todas as parcelas, mais o fundo de reserva e o reajuste anual do crédito, que apenas recompõe o poder de compra da carta. Não há entrada obrigatória e a parcela costuma ser bem menor que a de um financiamento do mesmo valor.

A diferença que realmente pesa: tempo x custo

O financiamento entrega a chave imediatamente e cobra caro por isso. O consórcio entrega um custo muito menor e pede planejamento, porque a carta é liberada na contemplação, que ocorre por sorteio ou por lance. Não existe data garantida de contemplação, e quem promete isso está fora das regras do sistema.

Quando cada um faz sentido

Se você precisa morar no imóvel no mês que vem e não tem alternativa, o financiamento resolve. Se você tem de 6 meses a alguns anos de horizonte, quer preservar capital ou pretende usar o imóvel como investimento, o consórcio com estratégia de lance costuma ser a decisão financeiramente superior. Também é possível usar a carta contemplada para quitar um financiamento já existente.

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